Cirurgia Online

11/21/2006 - Plástica de Mamas

 Introdução

As cirurgias plásticas das mamas, também chamadas de mamoplastia, compreendem a cirurgia redutora, de aumento e de levantamento das mamas.

 

Há uma grande procura pelas próteses de silicone em busca de seios fartos e curvas sensuais. Os motivos da realização das cirurgias de mama, no entanto, não abrange apenas aspectos estéticos, mas também físicos, como no caso da mamoplastia de redução para aliviar o desconforto, as dores nas costas e até mesmo as infecções de pele causadas pelo suor e a formação de sulcos e feridas nos ombros, devidos ao peso das mamas.

 

Mamoplastia de aumento

A mamoplastia de aumento é indicada para as pacientes com mamas pequenas ou que após amamentação ou perda de peso tiveram grande redução do volume mamário. É realizada através da colocação de próteses visando uma melhor harmonia entre a forma e o volume das mamas através de seu aumento e suspensão para casos de mamas caídas.

 

Atualmente existem vários tipos de próteses. Elas podem ser de gel de silicone ou de solução salina, com bolsa de tecido liso, rugoso ou texturizado, ou ainda, recobertas por uma camada de poliuretano. As mais utilizadas atualmente são de silicone texturizado e as recobertos com poliuretano, porém o tipo de prótese e o seu tamanho devem ser discutidos com o cirurgião.

 

A colocação pode ser feita de várias formas: incisão embaixo da aréola mamária, incisão no centro da aréola, incluindo o mamilo, embaixo do sulco das mamas, e um corte horizontal na região interior da zona de pêlo axilar. O pós-operatório é mais doloroso quando a prótese é colocada embaixo do músculo do tórax. Porém isso permite uma proteção maior do implante. Cada método tem suas vantagens e desvantagens, devendo ser a escolha feita em conjunto pelo médico e paciente, após discussão sobre os prós e contras de cada técnica.

 

Devido às suas características, é recomendável a troca da prótese de mama a cada 10 anos.

A anestesia é geral, peridural ou local com sedação. E a paciente normalmente fica internada por 24 horas.

 

O resultado quanto à forma já é bastante evidente no pós-operatório. Durante o primeiro mês há a redução do edema (inchaço) e a cicatrização ganha força. Contudo, o resultado definitivo se dá aos 6 meses, devido ao amadurecimento da cicatriz, e persiste por um longo tempo, sendo influenciado pelo aumento de peso e pela força da gravidade.

 

Mamoplastia redutora

A cirurgia de redução da mama é recomendada em caso de: mamas aumentadas; infecção cística das mamas; dor nas costas, cabeça, ombros, pescoço e mamas provocada pelo peso das mamas grandes; perda da sensação nas mamas; problemas para dormir relacionados a mamas grandes; estrias; dentre outras.

 

Para se ter uma redução no tamanho da mama, retira-se um pouco do tecido da mama e os mamilos podem ser deslocados para uma posição superior por motivos de ordem cosmética. A operação pode durar até 6 horas e é realizada com peridural, anestesia geral ou anestesia local com sedação (raramente utilizada). A paciente fica hospitalizada de 1 a 3 dias.

 

Nos primeiros meses a cicatriz encontra-se avermelhada, tornando-se esbranquiçada com o tempo. Por volta do terceiro mês ocorre a "acomodação" da mama. O resultado final é alcançado entre 6 meses e 1 ano.

 

Levantamento das mamas

As mamas após a puberdade são rígidas devido à quantidade de glândula. Com o passar do tempo há uma diminuição da quantidade de glândula, aumento da gordura e tendência à queda da mama. A mamoplastia de levantamento tem como objetivo reverter este quadro, suspendendo a mama e retirando o excesso de pele e tecido mamário existente.

 

O procedimento dura aproximadamente duas horas, dependendo da extensão da cirurgia, e é realizado mais freqüentemente com anestesia geral.

 

Riscos

Além dos riscos gerais de qualquer cirurgia e anestesia, há o risco, embora raros, de formação de cicatrizes grandes com tempo de cicatrização prolongado, hematoma, infecção e quelóides (conforme predisposição individual da paciente) em todos os tipos de mamoplastia.

 

Entre as complicações específicas da mamoplastia de aumento pode ocorrer infecção e rejeição de próteses. Atualmente já existem estudos suficientes comprovando que não há nenhuma relação entre colocação de prótese e aumento de probabilidade de câncer de mama. E a amamentação também não é prejudicada com a colocação das próteses.

 

Quanto às cirurgias de redução e levantamento das mamas, as complicações possíveis são posição assimétrica dos mamilos, perda de sensibilidade local, incapacidade de amamentar (pela retirada de grande parte das glândulas mamárias), abertura de pontos e machucados na pele.

 

Os riscos emocionais incluem a sensação de que as mamas parecem imperfeitas, ou a de que a reação das outras pessoas não é a esperada.

 

Considerações finais

Ao considerar a hipótese de fazer uma mamoplastia, deve-se consultar um cirurgião plástico e expor suas expectativas para obter uma aparência melhor. A estabilidade emocional é um fator importante.

 

As cirurgias das mamas podem renovar a autoconfiança e melhorar a aparência, mas o resto depende da própria pessoa.

 

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11/20/2006 - Cirurgia de redução do estômago

Introdução

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. É considerada um problema de saúde pública nos países desenvolvidos e está ocorrendo uma aceleração no seu crescimento no Brasil.

 

A obesidade é classificada baseando-se no índice de massa corporal (IMC – calculado pelo peso dividido pela altura ao quadrado – Kg/m2) e no risco de mortalidade associada. Assim, considera-se obesidade quando o IMC encontra-se acima de 30 Kg/m2 e obesidade mórbida quando o IMC está acima de 40 Kg/m2.

 

A cirurgia gastrintestinal para a obesidade, também chamada de cirurgia bariátrica ou, mais popularmente, cirurgia para redução do estômago, é uma opção para as pessoas com obesidade mórbida e que não conseguem perder peso pelos métodos tradicionais ou para quem sofre de problemas de saúde relacionados à obesidade mórbida.

 

Tipos de procedimento

A cirurgia bariátrica é classificada em duas categorias: restritiva e disabsortiva.

 

Os procedimentos restritivos promovem a perda de peso pelo fechamento de partes do estômago para torná-lo menor, assim restringe a quantidade de alimento que o estômago comporta. Os procedimentos restritivos não interferem com o processo digestivo normal. Como resultado dessa cirurgia, a maioria das pessoas perde a capacidade de comer grande quantidade de comida de uma só vez. Após a operação, as pessoas usualmente conseguem comer apenas ¾ a 1 xícara de alimento sem desconforto ou náusea. Os alimentos também devem ser bem mastigados.

 

Os procedimentos disabsortivos, as cirurgias mais comuns para a perda de peso, combinam a restrição do estômago com um desvio parcial do intestino delgado. É criada uma conexão direta do estômago para um segmento inferior do intestino delgado, reduzindo as porções do trato digestivo que absorvem as calorias e os nutrientes. A técnica mais utilizada é chamada de Y de Roux, que utiliza um anel de contenção para a redução do estômago.

 

Indicações e contra-indicações

Como foi dito, a cirurgia bariátrica deve ser considerada em pessoas com um índice de massa corporal (IMC) acima de 40 – cerca de 45 Kg de excesso de peso para homens e 36 Kg para mulheres. As pessoas com IMC entre 35 e 40 que sofrem de diabetes tipo 2 ou problemas cardiopulmonares que levam a risco de vida, como a apnéia do sono grave ou doença cardíaca relacionada com a obesidade podem também ser candidatas para a cirurgia. A seleção dos pacientes requer um tempo mínimo de 5 anos de evolução da obesidade e falência do tratamento convencional realizado por profissionais qualificados, assim como a ausência de uma causa endocrinológica para a obesidade e estabilidade psicológica suficiente para entender os mecanismos e as conseqüências da cirurgia.

 

A cirurgia estaria contra-indicada em pessoas com doenças pulmonares graves, insuficiência renal, lesão acentuada do músculo cardíaco e cirrose hepática.

 

Benefícios e riscos

Logo após a cirurgia, a maioria das pessoas perde peso rapidamente e mantém essa perda por 18 a 24 meses após o procedimento. Embora a maioria das pessoas readquira 5% a 10% do peso perdido, muitas mantêm a perda de peso a longo prazo em cerca de 45 Kg. Além disso, a cirurgia melhora a maior parte das condições relacionadas à obesidade, como por exemplo o diabetes tipo 2.

 

Quanto maior a extensão do desvio intestinal, maior será o risco de complicações e deficiências nutricionais. Pessoas com maior alteração no processo normal de digestão irão necessitar de maior monitoramento e uso por toda a vida de alimentos especiais, suplementos, e medicações.

 

Um risco comum das operações restritivas são os vômitos, que são causados quando o estômago, agora menor, é excessivamente preenchido por alimentos mal mastigados.. Em menos de 1% de todos os casos, infecção ou morte devido a complicações pode ocorrer.

 

Além dos riscos da cirurgia restritiva, as operações disabsortivas também podem levar a um grande risco de deficiências nutricionais. Isso ocorre porque o alimento não passará mais pelo duodeno e jejuno (as primeiras partes do intestino), onde a maior parte de ferro e cálcio são absorvidos. Aproximadamente 30% das pessoas que são submetidas à cirurgia para perda de peso desenvolvem deficiências nutricionais como anemia, osteoporose, e doença metabólica óssea. Essas deficiências usualmente podem ser evitadas se as vitaminas e minerais forem ingeridos adequadamente para cada caso.

 

Dez a 20% das pessoas que se submeteram à cirurgia para perda de peso necessitaram de outras operações para corrigir complicações. Hérnia abdominal tem sido a complicação mais comum que requer cirurgia posterior, mas as técnicas laparoscópicas (em que se realizam pequenos orifícios no abdome e opera-se por meio de vídeo) parecem ter solucionado esse problema. As pessoas com mais de 160 Kg ou que já tenham feito alguma cirurgia abdominal não são boas candidatas para a laparoscopia. Outras complicações incluem náuseas, fraqueza, sudorese, debilidade e diarréias após a alimentação, principalmente com a ingestão de açúcares, devido ao rápido trânsito dos alimentos pelo intestino delgado.

 

Ocorre também um aumento no risco de desenvolver pedras na vesícula devido a perda rápida e substancial de peso. Além disso, para mulheres em idade fértil, a gravidez deve ser evitada até que a perda de peso se torne estável porque a rápida perda de peso e as deficiências nutricionais podem causar danos para o desenvolvimento do feto.

 

Resultados

As cirurgias disabsortivas produzem maior perda de peso do que as restritivas e são mais efetivas em reverter os problemas de saúde relacionados com a obesidade grave. As pessoas que realizam a cirurgia disabsortiva geralmente perdem dois terços do excesso de peso dentro de dois anos.

 

Embora as cirurgias restritivas levem a uma perda de peso na maioria das pessoas, elas são menos eficazes que as cirurgias disabsortivas, em alcançar uma perda de peso substancial a longo prazo. Algumas pessoas readquirem o peso novamente. Outras são incapazes de mudar seus hábitos alimentares e falham na perda do peso que desejam.

 

É importante ter em mente que a cirurgia não é uma garantia de sucesso. Os resultados dependem da força de vontade dos pacientes para adotar um plano a longo prazo, de uma alimentação saudável e atividades físicas regulares.

 

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11/18/2006 - Cirurgia do Refluxo Gastro-esofágico

O refluxo gastro-esofágico tem como sintoma típico a azia que também denomina-se de pirose. É um sintoma comum e com freqüência incomoda muito, obrigando os pacientes a procurar um médico para a resolução do problema. Na imensa maioria das vezes há boa resposta ao tratamento medicamentoso, complementado por outras medidas gerais.

 

Em poucos casos o tratamento não é eficaz. Em tais circunstâncias poderá ser considerada a indicação de cirurgia. O tratamento cirúrgico dessa doença é considerado quando ocorre uma complicação ou quando não se obtém resultado satisfatório com o tratamento clínico.

 

O refluxo gastro-esofágico, isto é, retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, é a causa da azia e, eventualmente, de outros problemas. Entre estes: tosse, rouquidão e irritação da garganta, aspiração para traquéia e pulmão causando tosse crônica e até asma; dor no peito que pode ser confundida com angina ou infarto cardíaco.

 

O contato persistente do suco gástrico ácido com a mucosa do esôfago provoca inflamação desse órgão, ou seja, esofagite. Esofagite persistente pode levar à formação de úlcera no esôfago e estreitamento desse por inflamação crônica além de sangramento crônico.

 

Há uma situação especial em que a inflamação crônica da mucosa do esôfago é alterada ficando semelhante àquela que reveste o estômago ou o intestino. A essa alteração chama-se de esôfago de Barrett.

 

A importância do esôfago de Barrett está no fato de que esta alteração, que ocorre por irritação crônica do esôfago, pode transformar-se em câncer. Seu diagnóstico obriga a uma vigilância contínua. Esta é feita através de endoscopia com biópsia da mucosa doente.

 

Outra alteração estrutural anatômica que costuma coincidir com a doença do refluxo gastroesofágico é a hérnia de hiato. A hérnia de hiato é um deslocamento de parte do estômago para a cavidade torácica, onde normalmente ficaria só o esôfago. Isto acontece por incompetência da abertura normal que existe no diafragma (esfíncter inferior do esôfago), provocando refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago.

 

O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico e da hérnia de hiato esofágico visa substituir o papel exercido pelo esfíncter e normalizar o calibre do hiato. Com uns poucos pontos cirúrgicos constrói-se uma válvula aproximando-se o diafragma para diminuir o diâmetro do esfíncter inferior do esôfago sem apertá-lo em sua passagem do tórax para o abdômen. A cirurgia, quando bem indicada e bem executada, obtém muito bons resultados.

 

Como eu faço o diagnóstico?

" A maioria dos episódios de refluxo gastroesofágico em lactentes e crianças ocorrem pelo retorno de conteúdo não-ácido do estômago. Além disso, manifestações extra-digestivas da DRGE como tosse crônica, episódios de aspiração para o pulmão, alterações na respiraçãoe apnéia, aparentemente são causadas pelo retorno do conteúdo ácido e não-ácido. O exame específico para o diagnóstico de refluxo é a pHmetria. Entretanto, na população pediátrica, muitas vezes, este exame não detecta alterações. Recentemente, o uso da técnica de impedância elétrica (impedanciometria) tem permitido o diagnóstico mais apurado do refluxo".

 

ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br

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11/16/2006 - Rinoplastia: Saiba Como Este Tipo de Cirurgia Pode Melhorar o Seu Nariz

Rinoplastia ou cirurgia plástica do nariz é a mais antiga das operações plásticas. Segundo a Dra. Mônica Martins Maia, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialista nesta área, a rinoplastia é a mais "mágica" das cirurgias, pois produz uma modificação do perfil facial sem deixar cicatrizes visíveis.

O nariz é o órgão mais elevado do nosso aparelho respiratório, sendo um elemento fundamental para o equilíbrio estético na face. A sua forma pode ser responsável por uma desarmonia e o seu mau funcionamento pode acarretar prejuízos orgânicos consideráveis. Cabe ao cirurgião plástico, a importante tarefa de promover este reequilibrio estético e restabelecer o bom funcionamento respiratório.

A médica explica que a importância do nariz é fundamental, pois é a cavidade nasal que regula a dinâmica respiratória e é através da respiração que purificamos o nosso sangue, mantendo as células vivas. O ar que inspiramos é rico em oxigênio, que será trocado pelo gás carbônico durante a expiração.

A função básica do nariz é preparar o ar que respiramos, filtrando-o, aquecendo-o e umedecendo-o, para que ele possa chegar aos pulmões em boas condições de realizar a troca gasosa. Portanto, qualquer alteração anatômica do nariz pode ocasionar danos funcionais às vezes irreparáveis.

Ponta

Do ponto de vista estético, grandes modificações podem ser feitas através de cirurgia, como reduzir o tamanho de um nariz em ralação ao seu comprimento, altura e largura, podendo solucionar problemas e complexos que atrapalham psiquicamente a vida das pessoas, tirando-as às vezes do convívio social por terem um nariz que não lhes agradam ou que chama atenção das pessoas por ser demasiadamente grande, achatado, tortuoso ou muito pequeno, desproporcional à face. A médica explica que a parte óssea ou superior pode ser fraturada com o objetivo a afinar o nariz e a cartilagem retirada da porção anterior do septo nasal para levantar a ponta do nariz, fazendo-o ficar arrebitado. A ponta nasal que é composta de cartilagens (alares) pode ser afinada quando se retira parte destas cartilagens.

No caso do nariz achatado, com o dorso muito baixo, pode ser levantado com enxertos ósseos e de cartilagens. As narinas quando são muito abertas podem ser fechadas com a retirada de pequenas porções de tecido cutâneo em sua base, com cicatrizes imperceptíveis, comenta.

Variedade

Os procedimentos são realizados através de incisões cirúrgicas dentro do nariz, não deixando cicatrizes externas. Enfim, temos uma grande variedade de técnicas e recursos para tratar cada parte do nariz, dependendo do tipo de necessidade.

A médica frisa que cada nariz deve ser estudado minuciosamente pelo cirurgião plástico, através de um exame clínico externo e interno, radiografias, tomografia e estudo fotográfico. Além disso, ela comenta que muitas vezes o paciente imagina o nariz de seus sonhos, trazendo fotos de artistas ou modelos preferidos, mas adverte que a cirurgia precisa ser estudada para a definição final do processo.

Orientações

A cirurgia pode ser realizada com anestesia local e sedação ou com anestesia geral e o paciente deve permanecer no hospital aproximadamente 24 horas. É necessário a realização de exames pré-operatórios como teste sangüíneo, urina e risco cirúrgico. Após a cirurgia, o nariz é imobilizado por uma pequena tala durante 7 dias e após este período o esparadrapo antialérgico é aplicado sobre o nariz, modelando-o e deve ser usado por um período de 20 a 30 dias. Hematomas edemas podem aparecer nas pálpebras inferiores após a cirurgia e desaparecem em torno de 5 a 7 dias. O período pós-operatório é tranqüilo e a maioria dos pacientes não relatam dor, comenta.

A plástica nasal veio trazer inúmeros benefícios para as pessoas que não estão satisfeitas com o tamanho e formato do nariz, porém o mais importante é manter uma harmonia entre a face e o nariz, acrescenta.

A médica ressalta que o uso do computador para mostrar ao paciente o resultado pós-operatório não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, porque este ramo da medicina como qualquer outro ramo está sujeito a intercorrências que independem da vontade ou capacidade do cirurgião e portanto nenhum resultado pode ser matematicamente previsto, finaliza.

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11/14/2006 - Cirurgia torácica - cuidados com os pacientes pós-operação.

Alimentação e Digestão


• Não dê alimentos ao paciente enquanto ele estiver deitado. Mantenha sempre a cabeceira elevada com muitas almofadas e travesseiros para evitar a regurgitação dos alimentos. Esta pode provocar aspiração do conteúdo do estômago, levando a graves complicações.

• Estimule-o a beber muitos líquidos. Além de hidratá-lo, isto vai ajudar a dissolver as secreções que se acumulam naturalmente.

• O paciente não conseguirá engolir seu alimento satisfatoriamente se estiver com dificuldades para respirar. Ofereça a ele uma dieta com consistência pastosa (peça detalhes à nutricionista ou à enfermeira). Isto facilitará muito a ingestão e também a digestão dos alimentos, o que é muito importante para pacientes submetidos à radioterapia.


Falta de ar


• É importante estar constantemente atento à cor do rosto, lábios e dedos, à procura de palidez ou cianose (coloração azulada da pele e mucosas). Caso observe um tom azulado nas pontas dos dedos (cianose) associado à falta de ar, busque IMEDIATAMENTE auxilio médico. Mantenha calmo o paciente e estimule uma inspiração mais profunda até chegar ao hospital.

 

• Para evitar o espasmo brônquico (estreitamento das vias aéreas causado por substâncias químicas), evite o uso de produtos químicos irritantes (produtos de limpeza, desinfetantes etc.).

 

• A acomodação em uma poltrona reclinável pode oferecer mais conforto ao paciente caso a falta de ar dificulte o sono.

 

• É importante evitar esforços desnecessários, mas sem deixar de caminhar. Em caso de muito cansaço, é recomendável procurar auxílio de seu médico. Procure evitar que o paciente se sinta dependente demais. Estimule-o a sair do leito sempre que possível.


Exercícios Respiratórios e Condições Ambientais


• As orientações do fisioterapeuta são de extrema importância para a recuperação de seu familiar. Não deixe de segui-las.

 

• Exemplo de exercício respiratório: inspirar fundo (puxar lenta e profundamente o ar) e tossir. Repetir de duas a três vezes a cada 2 horas;

 

• É importante fazer os exercícios respiratórios de forma constante. Interrompa-os somente se seu familiar estiver se sentindo mal (falta de ar ou cansaço excessivo).

 

• O ambiente deve ter umidade suficiente para poder dissolver as secreções. Por isso, as nebulizações são necessárias, pois evitam as "rolhas" de secreção.
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11/14/2006 - Cirurgia do aparelho digestivo

A Cirurgia do Aparelho Digestivo é um ramo da Medicina que estuda, sob o ponto de vista cirúrgico, as doenças que são oriundas dos órgãos responsáveis pela digestão dos alimentos.

No Brasil, este ramo da cirurgia surgiu como uma especialidade separada da Cirurgia Geral devido aos esforços do Prof. Dr Henrique Walter Pinotti em valorizar uma área importantíssima da cirurgia que permanecia diluída em meio de uma área muito geral que dificultava aos estudiosos da área distinguir-se daqueles de outras áreas. O reconhecimento da especialidade pela Associação Médica Brasileira (AMB) foi um grande impulso no fortalecimento e agrupamento de vários especialistas da área, interessados nos estudos relativos ao esôfago, estômago, duodeno, pâncreas, fígado e vias biliares, intestino delgado e órgãos anexos.

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11/13/2006 - Tipos de cirurgias - Cirurgia reconstrutiva

Cirurgia Plástica e Reconstrutiva abrange as intervenções realizadas para reparar ou reconstruir uma área de pele, bem como o tecido subjacente, que tenha sido danificada ou destruída por um acidente, doença, anomalia congênita ou se tenha modificado pelo envelhecimento.

 

 

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11/13/2006 - Tipos de cirurgia - Cirurgia plástica

A cirurgia plástica tem por objetivo a reconstituição de uma parte do corpo humano por razões médicas ou estéticas.

A cirurgia plástica se desenvolve sob duas facetas: a cirurgia plástica reparadora e a cirurgia plástica estética.

A cirurgia plástica reparadora tem como objetivo corrigir lesões deformantes, defeitos congênitos ou adquiridos. É considerada tão necessária quanto qualquer outra intervenção cirúrgica.

A cirurgia plástica estética é aquela realizada pelo paciente com o objetivo de realizar melhoras à sua aparência. A pessoa quando se submete a tal intervenção cirúrgica não a faz com intenção ou propósito de obter alguma melhora em seu estado de saúde, mas sim para melhorar algum aspecto físico que não lhe agrada.

Em qualquer cirurgia plástica, pretende-se que a zona afectada mantenha o seu funcionamento e, na medida do possível, um aspecto natural.

Um dos maiores cirurgiões plásticos mundiais é o brasileiro Ivo Pitanguy, que mantém sua clínica na cidade do Rio de Janeiro. A sociedade Brasileira de Cirurgia Plastica mantem em seu site, aberto ao publico,(www.cirurgiaplastica.org.br) lista de todos os cirurgiões plasticos regularmente inscritos no Brasil. Antes de se candidatar a uma cirurgia plastica é bom checar as credenciais do cirurgião.

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11/12/2006 - Tipos de cirurgias - Cirurgia estética

Cirurgia estética é um ramo da Cirurgia Plástica, orientado para a busca da perfeição das formas e não para melhorar funções ou tratar doenças.

Entre os indivíduos que recorrem a este tipo de cirurgia, está o desejo de melhorar a sua aparência, pretendendo, por exemplo, eliminar defeitos de pele, alterar o aspecto de uma cicatriz, a forma e o tamanho do nariz, da mandíbula ou das mamas, retirar o excesso de pele e de tecido adiposo do corpo e as rugas que surgem com a idade avançada ou a perda de peso.

Designa-se Cirurgia estética do corpo as cirurgias efetuadas para remover excesso de pele e/ou gordura de várias partes do corpo, em especial o abdôme, face interna das pernas e nádegas.

As cirurgias estéticas mais comumente realizadas são: rinoplastia (cirurgia do nariz), blefaroplastia (cirurgia das pálpebras), ritidoplastia (cirurgia das rugas faciais), lipoaspiração (cirurgia para remoção de gordura localizada), dermolipectomia abdominal (cirurgia para remoção do excesso de pele abdominal), mamoplastia redutora (cirurgia para redução e suspensão das mamas), mamoplastia de aumento (cirurgia para aumento das mamas, geralmente com próteses de silicone), otoplastia (correção de orelhas de abano), implante capilar (correção da calvície).

 

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11/11/2006 - História da Cirurgia

Em 2001, arqueólogos estudando os restos de dois homens de Mehrgarh, Paquistão, que são um povo da Civilização do Vale do Indo, inclusive anterior ao período Harappa, tinham o conhecimento da medicina e odontologia. Os antropólogos que conduziram estas investigações descobriram indícios que um dente tinha sido perfurado há 9.000 anos.

Pesquisadores descobriram uma mandíbula no Antigo Egito, datada aproximadamente de 2750 A.C, com duas perfurações logo abaixo da raiz do primeiro molar, indicando a realização de uma drenagem de um abscesso no dente. Escavações recentes nos locais de trabalhos da construção da Pirâmides do Egito também levaram à descoberta de evidências de cirurgias no cérebro em um trabalhador que continuou vivo por mais dois anos após os procedimentos.

O médio indiano Sushruta (600 A.C) é uma importante figura na história da cirurgia. Ele viveu, ensinou e praticou sua arte cirúrgica nas margens do Ganges na área que corresponde atualmente a cidade de Benares no Norte da Índia. Devido as suas numerosas contribuições para ciência e arte da cirurgia ele é também conhecida como o "Pai da Cirurgia". Muito do que conhecemos a respeito da cirurgia investigativa está contido em uma série de volumes de usa autoria, os quais são coletivamente conhecidos como as Susrutha Samhita. Este é o mais antigo texto cirúrgico e ele descreve nos mínimos detalhes a exploração, diagnostico, tratamento, e prognósticos de numerosas indisposições, como também a realização de um cirurgia plástica.

Cirurgias são hoje consideradas como uma especialização da medicina, mas profissão de cirurgião e de medico tem raízes históricas. Por exemplo, a tradição era contra a abertura do corpo e o Juramento de Hipocratico conclama aos médicos contra a pratica da cirurgia, especialmente que corta as pessoas com pedras, isto é, litotomia, uma operação para retirar pedras o rim, era para ser deixada para pessoas com tais praticas. Certamente, a maioria do conhecimento da cirurgia veio para discecação de corpos, uma ciência a qual era repulsiva para muitos médicos.

Por volta do século 13, muitas cidades Européias exigia que os cirurgiões tivessem vários anos de estudo ou treinamento antes que eles pudessem praticar. As Universidades de Montpellie, Padua e Bologna eram particularmente interessadas no lado acadêmico da Cirurgia, e por volta do século 15, Cirurgia ainda era um objeto de estudo separado da medicina. Cirurgia tinha menos status que a medicina pura, isto continuou até que Rogerius Salernitanus compôs seu Chirurgia, que se tornou uma espécie de manual para cirurgia ocidental, tendo influenciado até aos tempos modernos.

Entre os primeiros cirurgiões modernos estão médicos militares das Guerras Napoleônicas que primeiramente trabalharam com amputação. Cirurgiões navais eram frequentemente cirurgiões-barbeiros, que combinavam a cirurgia com seu trabalho principal de barbeiro.

Em Londres, uma sala de cirurgia antes da moderna anestesia ou assepsia existirem, era aberta ao publico. Isto era encontrado em uma sala da Igreja de St Thomas em Southwark. Esta sendo hoje conhecida como a mais antiga sala de cirurgia.

 

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